Portugal em Linha
Novos Poetas Lusófonos

CANÇÃO e/y CANCIÓN

Curiosidade
 
La Vida
 
Quantos braços já te abraçaram
sem te quererem abandonar?
Quantos, quantos, imagino,
apesar de não querer pensar...

Quantos lábios já te beijaram,
proclamando querer te amar?
Quantos, quantos, imagino,
apesar de não querer pensar...

Faz de tua vida um segredo,
e de meu amor por ti sofrer,
Deixa que eu sempre imagine,
apesar de não querer saber.
No pensaré nunca más
en tiempos que ya viví.
No me molestará jamás
no sentir lo que sentí.

Lo que pasé está pasado
en una historia perdida.
Lo que amé fue amado
por otra vida vivida...

Accepto entonces lo que soy,
dejo que el pasado se muera.
La vida se vive sólo hoy -
y nunca será lo que era.


St. Louis, Missouri - 5 de Março de 1998
Manuel L. Ponte. mlp@fclass.net


PALAVRAS DE ALBERT EINSTEIN

As mais belas e mais profundas emoções
Que nesta vida podemos experimentar
São com toda a certeza as místicas sensações
Que da verdadeira ciência são sementes a germinar

Aqueles que estas emoções não conhecem
E não se estarrecem maravilhados
E num plano elevado não permanecem
Já estão mais do que mortos e apagados

Saber que o impenetrável realmente existe
Manifestando-se na mais alta Sapiência
É duma beleza que eternamente persiste
Em que a nossa pobre e apagada consciência,

Tão humana e mesquinha é, que com a razão
Dum poderoso e inaudito esforço do pensamento,
Só vislumbra uma possibilidade de compreensão
Com pobre imagem idealizada num momento.

Mesmo assim, é nesse pobre conhcimento
E nesse primitivo sentir da Imensidade
Que está a razão da vida em movimento
E é o fulcro da verdadeira religiosidade.

Afonso Almondino da Silva " in Diaspora " Toronto 4 Abril 1986
email: adelino.morte@utoronto.ca



Poema

Lágrimas cristalinas e puras
desbotam num tom loquaz
deslizam firmes e seguras
quando um sonho se desfaz

Adelino Sá - Lucern 1998
email: a_sa@gmx.net



Poema

A mente tem segredos
que não os quer confessar
são tantos os enredos
que à cova os quer levar

Adelino Sá - Lucern 1998
email: a_sa@gmx.net



Vagabundo

Perdido do caminho
ninguém te segura
caminhas sozinho
com a tua amargura

Mão estendida ao vento
para a gente do mundo
dignidade num tormento
de um pobre vagabundo

Madrugada fria, e impávida
soam as horas na escuridão
não há alma, não há dádiva
para um leito feito de solidão

Nas entranhas da cidade
as lembranças do passado
embriaguez sem vaidade
de uma vida sem cuidado

Adelino Sá - Lucern 1998
email: a_sa@gmx.net





Tanta é ganância
muita é ambição,
perdemos o sentido,
e ficámos sem razão,
todo o engrandecimento,
sem frio e sem coração,
vem a fatalidade,...De Rei;
passámos a ser "anão".

Adelino Sá - Lucern 1998
email: a_sa@gmx.net



Mundo de Poetas

Um mundo de poetas
em sonhos e ideais
sentimentos profetas
na terra dos mortais

Sente-se com alma
um afago sublime
não se lê na palma
de quem se exprime

Simples a palavra
profundo o sentido
numa não acaba
o desígnio contido

Adelino Sá - Lucern 1998
email: a_sa@gmx.net



Saudade

Há muito não te vejo,†
nem com olhos tapados.
Que aconteceu à tua voz
que, como árvore caindo
na floresta distante,
nem som parece despertar?
Tento exagerar
ao me recordar de ti,
enquanto teu ambiente me acaricia
sem que meus pensamentos impeçam
momentos de amor,
património nosso...

Onde? Onde? P'ra onde estás?
Viver na memória não serve,
perguntas só valem
quando conhecemos resposta.

St. Louis, Missouri
Manuel L. Ponte. mlp@fclass.net


Momentos

No calor acolhedor
o crispar da madeira
cenas de momentos
que ardem à lareira

Livro de memórias
de contos pungentes
tantas são a histórias
de coisas e gentes

Adelino Sá - Lucern 1998
email: a_sa@gmx.net



Recordo

Recordo, um dia tive que partir
uma dor trespassava meu peito
com todo o custo tentava sorrir
Foi tudo em vão, tudo sem jeito

Disse!--Mãe não chores
que a vida vou ganhar
hão-de vir dias melhores
e um dia vou regressar...

Recordo, a mala estava pronta
a todo o custo eu tentava estar
nunca podia ser uma afronta
sei que começei a chorar

Recordo, estava absorto
pensamentos em vagueio
24 de Junho,81, saí do Porto
depois da noite em passeio

Disse!-- Pai vou-me embora
para mim acabou o S. João
levo a cidade na mente
e vocês no coração

Recordo, aquele dia
tinha chegado a hora,
sem tristeza, sem alegria
desde aí, vivo cá por fora

Adelino Sá - Lucern 1998
email: a_sa@gmx.net





Porque fogem de mim?
Já não basta estar só?
Caminho pelas estradas
descalço, e a comer pó
alguns ainda param
e observam-me com dó,
outros; não vêem que existo
por tal pergunto-te Cristo
Caridade dos Homens é isto?

Adelino Sá - Lucern 1998
email: a_sa@gmx.net



Poema

Correr a dividir o tempo
em minutos que dão a hora
não se sente o momento
que esta vida devora

Adelino Sá - Lucern 1998
email: a_sa@gmx.net



Que Procurais, Oh Gente!

A Arca da Aliança
Era seguida por uma luz
--Cristo nossa fé e esperança
Tornou-se também luz na cruz

A Arca quase vazia
Só o que lá tinha dentro
Era a fé, era a magia
Do Amor em pensamento

Junto com as Tábuas da Lei
Era tudo que lá havia
Aquela Arca era um Rei
Que um povo inteiro seguia

Cristo em aliança consigo
Fez-se em vida e eternidade
Por Amor em sacrifício
Se tornou luz para a humanidade

A fé que nós nele temos
É uma coluna de luz
Que nos segue através dos tempos
Que nos ampara e conduz

A Arca da Aliança é a Terra
Onde a humanidade fermenta
Onde o espirito se revela
Quem a luz cria e alimenta

O sepulcro está vazio
Quem é que procurais, oh gente?
-Ai que alegria, está vivo!
Vive em quem nele crê, dentro o sente!

Silvério Gabriel de Melo - Vogelbach, Alemanha.
email: silverio@mail3.bunt.com



DE AMORES

E dos tempos já idos
de nostalgia imensa

E com o meu campo
ressequido e perifrástico

Que tentando penetrar
nas teias das tuas transas

A te me ajoelho
o passaro mágico

Que sempre voara
No segredo da minha efervescência

Sérgio Jossias - Maputo, Moçambique.
email: sagj072@health.uem.mz



DEMÓNIO

As blasfémias do mal
estão no teu cérebro
num cor de rosa

Me entrego aos teus encantos
como quem fugindo do inferno
ao mar se atira

Porque esse corpo de sereia
esconde por trás
o sorriso do tinhoso

A mim já não enganas
bamboleando as tuas ancas
em forma de prosa

Sérgio Jossias - Maputo, Moçambique.
email: sagj072@health.uem.mz



Cor viva

Mulher, de cor viva
com corpo luzidente,
cada um, seu conviva,
de operário a presidente

Nasceu para ser amada
com corpo servente,
chagas de amargurada
numa beleza decadente

Nas entranhas castas
adulação permanente,
vida de cenas gastas
num mundo decente

Guarda a dignidade
num ventre só seu
tem medo da verdade
de que em puta deu

Adelino Sá - Lucern, Suiça
email: a_sa@gmx.net



Mãe, Eis Aí o Teu Filho!

Poemas de Amor de Mãe
Também já escrevi:
Os quantos já li e ouvi,
Sonetos e quadras.

Dos poemas mais lindos
Que ouvisse, porém
Foi o poema da cruz
No Monte Calvário

Ali se escoando
O Filho do Homem
Dava à luz
Era mãe
Do Amor
e da Vida

Como vela apagava
O seu sopro--
Morria;
Nascia uma mãe
Na sua dor,
Agonia...

Mãe, eis aí o teu filho
Filho, eis aí a tua Mãe!

Silvério Gabriel de Melo - Vogelbach, Alemanha.
email: silverio@mail3.bunt.com



Cristo

Depuseram aquele homem num madeiro
Naquela triste manhã de Primavera
O pregaram entre seu gemer ligeiro
Mais a algazarra de gente irrequieta.

O ergueram ali na altura, ali ao meio
Abraçado pela aragem, alma liberta
Fala com o pai, sente-o no peito
Na agonia da cruz, a alma lhe entrega

Que homem é este com sonhos de criança,
Este rei dos Judeus que ali exala
Coroado de espinhos, frágil, exangue?

Rei é de um reino novo, nova esperança
Que pulsa tal andorinha no lado em chaga,
Reino que faz com o seu corpo e com seu sangue.

Silvério Gabriel de Melo - Vogelbach, Alemanha.
email: silverio@mail3.bunt.com



Paixão

O Cristo, quantos choram a tua morte
Se condoiem com o teu sangue derramado
Não compreendem, não, teu amor tão nobre
Que foste para isso mesmo destinado

Tu que és filho de Deus, píra nosso molde
Te entregaste a essa cruz, cruxificado
Não morrias ali como qualquer outro morre
Eras já espirito quase, Deus transformado

No jardim das Oliveiras já em agonia
Em tua perfeição, sangue suavas
Ali já eras Deus, onde o homem acabava

A cruz foi a apoteose da profecia
Onde amarrado e pregado te entregavas
Á humanidade toda, com toda a alma

Silvério Gabriel de Melo - Vogelbach, Alemanha.
email: silverio@mail3.bunt.com



PRIMAVERA MAIS AZUL

Como pode a água
Suportar por igual à flor da pele,
A folha do nenúfar,
E o barco gigante? Como pode ao mesmo tempo
Unir e separar as margens
Que nos separam de outras distâncias,
E ser macia e forte e transparente,
E ao mesmo tempo poderosa,
Azul e clara,
Vencer o fogo,
E deixar-se moldar
Como pele de tudo o que existe,
E penetrar sem resistência
Nas entranhas da terra,
E transformar as sementes para a vida!

Luís Ferreira - Lisboa, Portugal.
email: ale@esoterica.pt


Aquele Caminho

Aquele atalho que leva ao bosque
Dois trilhos tem de terra calçada
A erva cresce pelo meio à sorte
Beija-o a luz do sol de madrugada

Uma fila de postos ligados por arame
Fazem uma cerca que o divide do pasto
Não há ninguém que ao ali passar não ame
Poder parar ou prolongar o seu passo

Aquele caminho cheio de vida e liberdade
Onde um passarinho veio pousar chilreando
Não sei porquê, me fez pensar de verdade
Não sei porquê me fez parar pensando

Por ali passaram em algum tempo os cruzados
Muito soldados sangrando e gemendo
Passando eu-- junto a eles os meus passos
Sou mero momento debaixo de um céu cinzento

Um breve instante, como gorgeiar de passáro
Uma mera sombra que pousando logo voa
A vida é uma miragem, um ilusão do espaço
Ai doi a alma, saber que tudo é pó-- magoa

Só este caminho entre caminhos esquecido
Parece a única coisa eternamente existindo
Parado fico para desvendar o sentido
Daquele atalho por onde passo sózinho

Silvério Gabriel de Melo - Vogelbach, Alemanha.
email: silverio@mail3.bunt.com



My Poem and I

I gave my hand to a gentle dream
So as a child, I held on to my Dad
Wherever he went, I followed, glad
That I was his: we were a team

I follow this dream, wherever it goes
I follow this dream-- It is my call
This dream is my life, my soul, my all
It's all my faith, my wishes, my hopes

My memories, my intense soul longing
This dream I obey, this dream I follow
My fate, my very yesterday and tomorrow
My poetry, my song--my being, its doing
This dream and I, this song and poem
We belong together, together we roam

Silvério Gabriel de Melo - Vogelbach, Germany.
email: silverio@mail3.bunt.com



Camões e Pessoa

Sempre ouvi falar de Camões
10 de junho, dia das saídas,
foram precisos muitos serões
para compreender os Lusíadas

Pessoa, é o grande mestre
uma obra séria e conhecida
a palavra, é bela ou agreste
como é de resto, toda esta vida

Adelino Sá - Lucern, Suiça
email: a_sa@gmx.net



APAIXONADO

Momento rasgado em minha vida
Procuro-me mas não me encontro
Paixão que abriu tão grande ferida
E transformou meu ego em nada

Nunca pensei que existisse neste mundo
Alguém que num bambolear de ancas
E num trocar de sorrisos quase mudo
Pudesse do meu coração quebrar as trancas

Agora tudo o que faço dedico a ti
Me vejo perdido sem identidade
Pois sem saber se poderei viver sem ti
Antes de te perder já sinto saudade

Saudade de te ter junto de mim
E de lambusar desse amor sem parar
Saudade de me encontrar novamente enfim
E de novo ao meu ego me amarrar

Sérgio Jossias - Maputo, Moçambique.
email: sagj072@health.uem.mz





Já viste os pássaros a voar?
Já foste de madrugada visitar o mar?
Já sentiste encanto pelo Luar?
Já sentiste o verbo amar?
Já viste a escuridão do dia?
onde se existe e não se sente,
onde não se come ,porque não se tem;
Já te sentiste refém?
Do mundo que passa,
e não te olha, e se te olha,
pensas que fazes parte dele também;
Sabes crescer com o tempo?
Que corre com a vida,
atrás do momento,que não pára.
O ensejo perdido,
da ferida profunda que não sára,
ao momento fingido
deste tempo vivido
num mundo belo e sofrido...

Adelino Sá - Lucern, Suiça
email: a_sa@gmx.net



A Catarina

Quis fazer um verso de improviso
Sem medir as palavras que te digo
Que elas me viessem do coração
Puro de Amor só de Saudade e de Emoção

Vi-te hoje em sonhos comigo
Serena celestial e tão amiga
Logo que acordei sobressaltado
Quis fixar para sempre este poema

Como nota de piano que se improvisa
Assim quis dar a melodia
A este verso que te canta
o encanto que me ofereceste

Para que durasse a Eternidade
E ficasses sempre comigo
Nesse Sonho assim emoldurado
E te levasse comigo para toda a parte

Que posso eu dizer Virgem Pura
Amor Antigo Meu segredo
Quando me visitas assim de surpresa
Nos meus Sonhos apareces muito Bela

Que posso eu dizer ..Apenas Sentir
Imaculada da minha Alma
Borboleta Suave Carícia Suave
Onda do Mar calmo Meu Amor

Quero Ser o Secretário de Estado
Do teu Ministério da Poesia
De que tu és Musa Sonhadora
Minha Eterna e Bela inspiradora

Não consigo esquecer-te
Amor da minha alma e coração
Sonho com teu olhar tão belo
Com teu sorrisso que é afago terno

És a Caravela do meu Sentir
à descoberta de novos mundos
Vem comigo partilhar rumos
Só de Amor Poesia e versos

Carlos Silva - Caldas da Rainha, Portugal
email: np78an@mail.telepac.pt



Simples

A vida em palavras simples
Não tão simples como a vida
Nem é simples procurar
Simples palavras para uma vida

Tão simples como o amor
Feroz como o sentimento
sem a moléstia de sofrer na dor
humildade no arrependimento

Conhecer a simplicidade
no próprio sentido bom
não interessa a idade
de sentir tão sentido dom

Na forma de um ser
No carinho de dar
Liberta-te ao amanhecer
Um simples gesto para mudar

Adelino Sá - Lucern, Suiça
email: a_sa@gmx.net



Deixa-me tentar

Deixa-me tentar
quero ver o mundo
quero voltar a sonhar,
não voltar a cair
num esgoto profundo,
nem ser um resíduo
de traficante imundo,
não quero voltar a ser
as trevas de um mar
de esperança sem fundo,
Deixa-me tentar,
quero ver a luz do dia,
com o sol a brilhar
tranquilo e em alegria,
não me abandonar
mas não me ilumines
sob o signo da piedade
Deixa-me tentar,
faço parte da sociedade
Quero-me libertar
do pecado da modernidade,
pecado que destrói e mata
e não escolhe a idade...

Adelino Sá - Lucern, Suiça
email: a_sa@gmx.net



Poema

Pequeno gesto altruísta
pode não ser um dom
pequena farsa egoísta
para dizer que é bom

Adelino Sá - Lucern, Suiça
email: a_sa@gmx.net



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