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DULCE PONTES O primeiro Canto
![]() Dulce Pontes O primeiro Canto (dois discos) Preço Loja da Música: 4.200$00 Portes de envio: 410$00 (Portugal) ou 410$00 (Europa) ou 590$00 (Outros países). Encomende aqui |
O primeiro Canto é o último trabalho discográfico de Dulce Pontes. Sobre este seu novo disco, Miguel Sousa Tavares escreveu: «No princípio havia os quatro elementos. No princípio, Dulce Pontes imaginou um disco onde a água, a terra, o fogo e o ar representassem uma unidade, a harmonia de todas as coisas, o regresso ao essencial, àquilo que faz sentido: Por isso lhe cahmou "O primeiro Canto". "O primeiro Canto" é o quinto álbum de Dulce Pontes, que muitos insistem em classificar como a nova Amália Rodrigues, a grande referência do Fado Português. Mas, neste disco, Dulce Pontes, mostra, uma vez mais, que o Fado é apenas uma das suas referências mas está longe de ser o único espaço disponível para a sua fantástica voz. O disco parte de uma miniciosa descida às fontes da música popular portuguesa, com um exaustivo trabalho de recolha de sons, vozes e instrumentos - desde o som dos passos na dança tradicional do Fandango até aos coros dos cantares rurais do Alentejo, a região mais pobre e esquecida de Portugal. Neste fantástica viagem, quase antropológica às "fontes do som", Dulce Pontes e a sua equipe de produção reinventaram, redescrobiram, reconstruíram instrumentos musicais em desuso e tão diversos como a Moraharpa, o Tambor oceano, a Sweedish bag pipe ou a Valilha de Madagáscar. A ideia de Dulce foi fazer um disco "limpo", puramente acústico, sem sintetizador nem guitarras eléctricas em que a sua voz servisse como o fio que une influências cuturais tão diferentes, demonstrando que, na sua nudez inicial a música é uma linguagem própria e universal e a voz é apenas mais um instrumento ao serviço dessa unidade. Na escrita e na selecção dos temas do álbum, vamos também encontrar os sinais da sua atenção ao mundo dos homens que a rodeia, quer seja nos temas que reproduzem os cantares dos trabalhadores do campo ou no pranto da velha angolana por um país devastado pela guerra, nessa magnífico duo com Waldemar Bastos ("Velha Chica"). Este é segundo ela "o meu disco mais delicado". Aquele em que a voz é um instrumento aos serviço de uma sensibilidade da "vontade de comunicar" - o que é afinal, o essencial daquilo que a move. Poe-se o "primeiro Canto" a tocar e a voz de Dulce Pontes enche imediatamente a sala e toma conta de todo o ambiente. Se experimentarmos afastarmo-nos e vaguearmos pela casa sentiremos que a sua voz nos segue, envolvente, densa, intensa. Como fogo e terra, ar e água, tudo reunido, como no princípio de todas as coisas. |