Artigos de Opinião
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| Carlos Mário Alexandrino da Silva |
Em 8 de Fevereiro de 1645, cumprindo ordens reais, Antônio Teles da Silva, governador do Brasil, promoveu medidas para que da Bahia partisse para Angola uma armada com cerca de 260 infantes, a qual 54 dias depois fundeou na baía angolana de Kicombo. Intentaram essas forças chegar à fortaleza de Massangano ao encontro do governador Pedro César de Meneses. À frente dessa tropa ia o Sargento-Mor Domingos Lopes de Sequeira, um dos dois comandantes da expedição - o outro era Antônio Teixeira de Mendonça, ex-prisioneiro dos holandeses em Angola e que fora enviado para o Brasil -, o qual se dirigiu com a maior parte dos infantes brasileiros para a Província dos Sumbis em terras de um soba poderoso chamado Gumza-a-Kisama; ali chegados, pretenderam os expedicionários acampar - entre a sua tropa havia um grande número de militares negros do Brasil- confiantes no aparente bom acolhimento dos jagas mas estes, notando o descuido dos recém-chegados, caíram de surpresa sobre eles, degolando-os na sua maioria, apenas tendo escapado à chacina dois soldados brasileiros. Este trágico desfecho teve lugar em 19 de Junho de 1645...Seis dias depois, a 25 de Junho, chegou a Angola { aliás ao então sobado do NŽGola que era uma faixa territorial no sentido oeste-leste, no centro-norte do território hoje conhecido como Estado-Nação (...), sobado esse que, muito mais tarde, daria azo ao toponímico ANGOLA} novo socorro, também oriundo do Rio de Janeiro em 8 de Maio: quatro naus e uma embarcação menor, tudo muito bem aviado, sob o comando de Francisco de Sotto (ou Souto, segundo Silva Rêgo) Maior, conforme comunicação do capitão-general e governador do Rio Salvador Correia de Sá e Benevides de 14 de Maio de 1645. O Rio de Janeiro ficara sem gente de armas "por se aver retirado para Angola a major parte e a melhor , que foi a cargo de francisco de Sotto Major"(sic).
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