Artigos de Opinião
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Carlos Mário Alexandrino da Silva
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Na nossa juventude com freqüência ouvíamos referências às tendências emancipalistas das gentes do Sul de Angola e do litoral - Benguela, Lobito, Moçâmedes...Mais tarde, na primeira metade da década de 40, quando nos juntamos a um grupo de estudantes universitários angolanos fundando em Lisboa, na avenida Praia da Vitória, a Casa dos Estudantes de Angola que evoluiria depois, sob o não declarado patrocínio do então comissário nacional da Organização Nacional da Mocidade Portuguesa (masculina) e depois Ministro das Colônias, Prof. Dr. Marcelo das Neves Alves Caetano, para Casa dos Estudantes do Império, sediada na Avenida Duque d´ Ávila, frente à estação de recolha da Carris, depressa nos habituamos a ouvir tímidas manifestações emancipalistas da parte de alguns dos nossos colegas recém-vindos de Angola...
No dia 17 de Abril de 1961, numa estrada de Lubango (Sá da Bandeira, ao tempo), hoje província da Huíla, Sul de Angola, foram encontrados, envoltos num papel de embrulho, várias dezenas de manifestos clandestinos. Eram dum movimento que usava o acrônimo FUA, até então desconhecido das autoridades administrativas...
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