| Poesia |
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| Diana de Moura |
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As vagas explodem no granito viajante, que um tempo distante trouxe, numa nave de gelo. A pedra cinzenta, recebe impassível, a bofetada do vento. Frio, faz frio. E na neblima ela não encontra Norte. Confundem-se os elementos. No cinzento espesso. A rocha, cemitério de beijos domina, e ela solitária, troca prendas. O mar, recebe o vermelho duma rosa. Amor eterno. Uma ferida. E ela uma pedra preciosa. Que roubou a Peggy's Cove. Uma lágrima repousa nos lábios trémulos, para se despenhar na pedra beijada pela alma amada, que ali, tão longe dela, encontrou pouso. |
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