Já reparou, certamente, no mapa eleitoral das ilhas. Já viu os estragos que o PS fez nos opositores dos Açores e reparou, certamente, no "soma e segue" que é apanágio de Alberto João Jardim no... jardim da Madeira. Como deve ter reparado no coro de aproveitamentos que determinados políticos socialistas foram tentando tirar....
Quem está de fora... racha lenha. O nosso povo, na sua ancestral sabedoria, vai afirmando o conceito, ao longo de gerações, para dizer, afinal, que só se deve meter em casos e factos quem tenha a ver com os mesmos. E isto, que tem a ver com o dia-a-dia dos povos, não deixa de ter razão de ser quando se trata de vitórias eleitorais, que todos, à compita, querem ter como suas, imiscuir-se nas vitórias para fugir às derrotas.
Com as eleições regionais dos Açores e da Madeira, anotámos duas ou três coisas que vale a pena salientar. A primeira tem a ver, afinal, com o aproveitamento que todos os partidos tiraram. É que, de facto, se repararmos bem nas conversas dos dirigentes dos Partidos... todos ganharam. O que até é verdade, já que muitos ganharam (ou deveriam ter ganho) juízo... Depois, há que anotar o partido que todos acharam dever tirar das vitórias e das derrotas. A um ilustre dirigente socialista ouvimos nós dizer que a lição do PS nos Açores deveria fazer pensar os partidos da oposição no continente...
E, no entanto, importa dar a César... os créditos pela vitória. A César, num caso, mas a Jardim, no outro. Uma vitória absoluta da
máquina "rosa" nos Açores? Sem dúvida, já que "triturou" quase a máquina "laranja" que não há maneira de deixar de ser órfã... do outro "senhor das ilhas" que foi João Bosco. Só que Jardim não fez menos. Bem ao contrário, arrostando com tudo e com todos, designadamente com o desamor que lhe foi soprado do Continente, fez a sua sétima vitória eleitoral consecutiva. É obra.
De resto, ainda está para se ver quem consegue quebrar uma espécie de regra. É que, em Portugal, quem se candidate a um novo mandato consegue a vitória. São muitos os exemplos e poucas (se algumas) as excepções. Desde Sá Carneiro a Guterres e desde Mota Amaral a Carlos César. Para este, o "doce rebuçado" dado ao PS (nacional ou regional) de uma primeira maioria absoluta. O que fez regozijar os adeptos "rosa" de António Guterres.
As festas em Ponta Delgada e no Funchal tiveram cores diferentes. Em Lisboa, o aproveitamento foi idêntico. Sobretudo da parte do Governo que foi logo acautelando os partidos da oposição, para não cederem à tentação de derrubar o Executivo... já que poderiam, assim, e como que por encanto, dar uma maioria absoluta ao PS.
Sintetizando, dir-se-á que na Madeira Jardim continua na senda das vitórias. E nos Açores, Carlos César deu ao PS a primeira vitória absoluta.
Mas, se quem está fora racha lenha... achamos que os políticos que se foram aproveitando do que aconteceu nas Regiões Autónomas deveria meter a viola no saco...
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