A RTPi (OU O GOVERNO?) NÃO TEM EMENDA Sinais... desencontrados
São "Sinais" ainda desencontrados e a rondar a discriminação. Que poderiam, na verdade, ser algo de interessante na triangulação da Informação que o Governo disse, por várias vezes, querer instituir na Radiotelevisão Portuguesa Internacional. São, de facto, sinais de que a RTPi não mudou. Bem ao contrário, vai privilegiando tudo quanto é Europa, olhando de soslaio - por razões fàcilmente perceptíveis - para a "grande nação americana" e quase esquecendo tudo o resto.
À sexta-feira, é certo e sabido que há muita gente a olhar para o pequeno écran. É que Dias Agudo - o tal do Desporto, que agora
apresenta o programa - diz, a toda a hora, no tempo de promoção, que são "sinais" de todo o lado onde há Portugueses. No Canadá, por exemplo, há cerca de meio milhão de Portugueses. Não há "sinais" do Canadá. E na Venezuela? Na Argentina? Nos Estados Unidos (comunidade)? Na África do Sul? De facto, os "Sinais" são fracos e, ao que parece, algo eivados de uma tentativa (decerto não propositada) de descriminação.
Cada vez entendemos mais que "Sinais" deveriam ser realizados por quem tenha o traquejo da vida no mundo da chamada emigração. Mundo esse onde há, de facto - e se quiserem, daremos nomes e tudo - gente extremamente válida para poder fazer programa tão promissor... e tão pouco concebido. A grande CNN tem, nos seus quadros do "top", gente portuguesa. Como outras estações. O que, pelos vistos, não satisfaz a RTPi e nem sequer os "Sinais".
"Sinais" de descoordenação. "Sinais" de quem faz que anda mas não anda... "Sinais", afinal, de que a tal triangulação da Informação, prègada designadamente pelo secretário de Estado da Comunicação Social Arons de Carvalho e, antes dele, por quem, no PSD, fundou a RTPi, não é mais do que uma miragem... que ninguém quer atingir. A não ser, evidentemente, na Europa, mas a Europa, sim... a Europa é "outra louça". E aí tudo "fia mais fino..."
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