Talvez não tenham reparado... mas é outra vez "25 de Abril". 25, 26 ou 30... que para o caso é o mesmo. E enquanto a História não o disser - e isso só vai acontecer daqui a muitos 365 dias - hemos de convir que o "25" foi bom mas o "26" já não tanto. Havia vícios a mais e alguns deles só se pagavam com um tiro na nuca. E a verdade é que, a despeito da boa-vontade de muitos dos "capitães" de Abril, proliferaram (e proliferam) muitos generais que nunca foram sequer às sortes... mas mandam que se fartam.
Tudo isto para dizer que este Governo que agora temos... parece estar a fazer obra. Contràriamente ao que chegámos a supôr, os generais de agora parecem dispostos a olhar de frente os problemas e avançar contra eles para lhes extirpar o veneno. Para já, começa a perceber-se que o partido que anteriormente suportava o Governo e que agora se encrespa nas bancadas da oposição... não faz a mínima ideia do que é governar. Chavões aos montes e palavras de retória às toneladas faziam esquecer o que de mal
ia acontecendo à revelia, até, de um certo programa que os eventuais amáveis leitores se recordarão se forem às muitas Torres do Tombo... e tombarem no conspícuo programa do MFA de então, de que já ninguém se lembra.
Hoje, com algumas palavras a menos mas mais acções... já vamos vendo que a arrogância de antanho perdeu sentido. Depois do descalabro da governação... esperavam os seus mentores que estes "malandros" que até parecem da direita (eles dizem... são da direita) nada fizessem por não terem "iluminados". Esperavam que se alargasse o tal "buraco" orçamental, para aparecerem, de novo, como "salvadores da Pátria", com um outro Guterres de quarta ou quinta geração (sim, porque para voltar à governação, o PSD mudou de líder umas quantas vezes).
Para já, porém, deixando a tal arrogância no tinteiro e não fazendo alardes de uma certa "xenofobia política" - onde é que já vimos este chavão?! - os homens do leme do centro-direita que começam a governar Portugal... vão decidindo coisas. E uma delas é que condenado, condenado, só estará o incompetente, o videirinho e (talvez) o arrogante. Os outros são bem capazes de ficar na área da administração.
Mesmo em sectores sensíveis como a Economia ou as Finanças... já vimos manter a confiança num governador do Banco de Portugal, no principal da PT, no indigitado para a GALP. Sectores chave ficam como estavam. Resta, agora, com muita calma, anotar o que vai acontecer noutros domínios e com outra gente. Mas a avaliar pelas primeiras encomendas... a mercadoria é bem capaz de só ser vista pelo que mostra. Não há "caças às bruxas", nem inquisições serôdias.
E se isto não for sonho de quem acredita mais na competência do que na filiação partidária... o Governo vai, de facto, governar. E provar aos que se encontram (ainda) a esbracejar que o importante é encarar os problemas com muita coragem e muito "savoir faire".
Dizer isto, aqui e agora, não é mais do que constatar um ou outro facto. Que é bem capaz de ser mais importante do que anotar que também já há no novo panorama governativo "laranja" excitações de governantes e de executivos a pensar que por cada bruxa que se caçar... se sobe um degrau. O que pode até nunca acontecer.
Ou nós nos enganamos muito... ou temos gente! De resto, quando se ouve um primeiro-ministro a dizer que "o país está de tanga" e que é preciso agir em conformidade... teremos de anotar que até as palavras mudaram...
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