Há muito que esta forma de por termo à vida tem vindo a empolgar geração após geração.
Recentemente, pela Televisão aqui destes lados do Novo Mundo, foi-nos dado ver e se calhar, para muitos, apreciar, um homem por termo à vida, de uma forma, que os jornais de língua portuguesa, apelidam de "suícido assistido".
Eu, sem pretensões, direi que se tratou pura e simplesmente da prática da Eutanásia.
Uma ideia ou um direito de por termo à vida. Classificado, como Eutanásia, suicídio assistido, morte com dignidade, ou simplesmente suícidio.
Em qualquer um dos casos, trata-se de um desejo do ser humano de por termo a uma existência, que em muitos dos casos, é insuportável. E os seus motivos serão certamente muitos e variados.
Mas um deles, será certamente de muita ponderação.
Como no caso recente e que acima é referido, trata-se de um ser humano, desenganado pela medicina, sem cura possível para o mal que o afligia, e com variadas implicações familiares e pessoais.
Via-se esse indivíduo absolutamente impossibilitado de viver. Doente como era, mais vegetava do que vivia. E reconhecia-o, e sentia-se como um fardo imposto à Familia que o rodeava, sem qualquer possibilidade de o ajudar.
Estava, é certo, na faculdade dos seus sentidos morais. Sabia o que adviria da prática do "suicídio assistido". E mostrou o desejo de por termo à vida de uma forma que não horrorizasse a Família.
Preparou esta, mencionando o seu desejo. Discutiu as implicações. E foi compreendido. Certamente com emoção, e, porque não, com um certo respeito pelo seu desejo.
Até porque se ele estivesse de saúde e num momento impensado, de desespero ou não, tivesse posto termo à vida, o choque, primeiro da pessoa ou pessoas que o encontrassem, e da Família quando soubesse de tal, deixaria um trauma nas suas vidas, até às suas próprias mortes.
No caso presente, quinze milhões de pessoas assistiram a este "show", através da Televisão, no programa 60 Minutos.
O Dr. Jack Kevorkian, é o autor do aparelho, onde são colocados os três líquidos, que, misturados, proporcionam a morte do indivíduo. Vê-se este Dr. explicando o que se vai passar. E, depois, o processo de todo este macabro evento...
É que, respeito cem por cento o direito ao indivíduo de se suicidar, chamem-lhe Eutanásia, suícido assistido, ou simplesmente suícido.
Agora o que não me convenço é que por detrás de todo este embróglio, tenha havido uma publicidade que envolveu a preparação de tal espectáculo para a TV, e, pior do que tudo, que tenha sido este acto que devia ser absolutamente privado, observado por quinze milhões de pessoas.
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