Um salão cheio. Com quatrocents pessoas sentadas, entre convivas e pessoas do Povo, que aguardam ordeiramente pela sua vez para serem sentadas e servidas, sopas do Espirito Santo. E que por vezes, nem uma "mesa" posta para essas quatrocentas - ou mais... - chegam a ser o suficiente para satisfazer e dar de comer a toda essa gente...
Começa o repasto pelo seguinte: sopa de Espirito Santo, feita com muito carinho pelas senhoras esposas dos membros das Festas. Mordomos, e ajudantes que fazem as sopas.
Esta feita, partido o päo em pedaços, e colocada numa tijela de sopas, por cima destas deitado abundante caldo, pré-preparado, basto, feito da cosedura da carne e de outros condimentos, três vezes, deitanto a primeira e abafando, depois a segunda e a terceira.
Depois, por cima desta, um galhinho de ortelã, mais umas folhas de couve, e tudo abafado.
Enquanto que noutro lado, há travessas inumeras com carne cosida, toucinho, figado, carne de galinha e rodelas de chouriço, que com a sua cosedura proporcionaram o caldo para as sopas.
Tudo posto na mesa, uma tijela para seis pessoas, e uma travessa de carne para outras tantas.
E tudo, posto na mesa, onde já tem jarros de vinho, um para cada seis pessoas, prontos a serem reformados logo que sejam consumidos. Mais garrafas de "ginger ale", para os que não podem beber vinho.
E mais, travessas cheias de massa sovada, que servirão para se irem comendo com o vinho.
E tudo se vai comendo, as sopas com a carne, acompanhada do vinho e da "ginger ale".
E quando tudo está comido, a festa está pronta.
Vamos assitir ao espectáculo, que é fornecido por diversos ranchos folclóricos.
A noite foi boa; a comida foi boa; tudo foi oferecido em Louvor do Divno Espirito Santo.
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