Sete anos antes do nascimento de Cristo, capacitados que um grande acontecimento histórico iria dar lugar no momento em que Jupiter entrasse em conjunção com Saturno na constelação de Pisces, sacerdotes do culto de Marduk registaram em pedra as suas previsões. Essas tábuas de pedras estão hoje no Museu Britânico em Londres e são uma evidência clara de que os Reis Magos seriam talvez esses sacerdotes que exímios observadores do astros deduziram que, quando os dois planetas, Jupiter, o planeta do Deus Marduk, portanto do Deus, ele próprio, se aproximasse de Saturno---o planeta simbólico naquela época com a nação de Israel, (isso na constelação de Pisces), que entre os homens nasceria o rei dos reis - o seu Deus tornar-se-ia homem e grandes transformações iriam dar lugar a toda a civilização.
Na realidade, os astronómos de hoje em dia acusam tanto a passagem de um cometa aproximadamente na altura do nascimento de Cristo e também a tal conjunção de Jupiter com Saturno, o que se trata de um alinhamento das órbitas dos planetas, neste caso, não só Jupiter e Saturno, mas também com a Terra----três planetas em linha, como se pôde hoje provar. É do conhecimento que tais conjunções dão lugar de trinta e tal a trinta e tal anos. Pelo nascimento de Cristo, isso calhou acontecer na constelação de Pisces.
Por algum tempo tentou-se identificar a estrela que guiou os Reis Magos como um cometa. Na altura em que isso aconteceu contudo, os cometas eram fenómenos imprevistos que para a maneira de pensar dos homens daquela altura, anunciavam catástrofes ou transformações na maneira de viver dos homens, augúrios de fomes, pestes e guerras, vitórias e conquistas, derrotas e cataclismos.
Ora, segundo as tábuas da Babilónia, a conjunção do planeta Jupiter com Saturno previa-se com exactidão sete anos já antes do tal acontecimento. Durante sete anos, os tais sacerdotes de Marduk vieram a observar o movimento de Jupiter e Saturno para em Março do ano em que Cristo nasceu verem confirmada as suas previsões, na maneira em como Jupiter na sua órbita de súbito pareceu recuar e aproximar-se de Saturno (facto confirmado hoje pelos astrónomos). No Verão Jupiter passou por Saturno e continuou a avançar, para em Novembro ou Dezembro de novo recuar alinhando mais uma vez com Saturno antes de voltar ao seu trajecto regular. No momento em que esses astrólogos presencearam tais movimentos nos céus, prepararam-se para visitar a Palestina, (Israel), pois Saturno significava para eles o povo de Israel, Israel. Desta forma, a estrela de Belém, não se tratou nem de cometa, nem de estrela qualquer, ou supernova. Era um astro, o planeta Jupiter em conjunção com Saturno, que os Reis Magos, antes os sacerdotes de Marduk haviam seguido com muito cuidado, a poder prevêr o que iria acontecer em termos astronómicos quase uma década antes do acontecimento.
A razão porque os próprios Judeus ignoravam esse facto, era que a sua religião proíbia a astrologia, ou a arte de interpretar o futuro pela observação dos astros. Desta forma quando os Reis Magos, ou antes os sacerdotes de Marduk, chegaram a Israel, e por todo o lado indagavam sobre a presença de um novo rei, ninguém, nem mesmo Herodes sabiam do que estavam eles a falar. Depois, ao encontraram um menino recém nascido em Belém, cidade de David, adoraram-no como o Deus Jupiter incarnado. No menino que dormia entre palhas, uma vaca e um burrinho, filho de descendentes de David, quiseram na sua sabedoria, interpretar essa presença como aquela do seu Deus, Jupiter, Marduk em pessoa--- o céu em terra.
Segundo os pastores, dos céus, também, desceu uma luz. Segundo a ciência hoje em dia, tais fenómenos são relacionados com os raios do Sol e certas condições quer magnéticas, quer de partículas presentes no espaço, algo quase do gênero das auroras boreais.
Assim, o espírito científico daquele tempo, ainda que involvido em sonho e magia, cedia a uma realidade que nos confunde ainda hoje em dia, confunde a própria ciência, nos faz ainda exclamar, "Mas quem era aquele homem?" "Seria Deus realmente?" "Como foram possíveis tantos fenómenos de uma vez?"
Na realidade, quem analisa os últimos anos, no espaço de três anos presenceàmos a passagem de cometas como Hyakutake e Hale Bopp, a conjunção há dois ou três anos de Jupiter, Marte e Vénus, os Leonidos este ano e para o ano, o eclipse total do Sol em zonas Sul, também este ano. Tais fenómenos, para o espirito analista, não foram de nenhuma maneira raros. Acontecem frequentemente.
Ainda assim, temos que afirmar, que a chegada desse menino a que chamaram de Jesus, tornou-se um elemento fértil nos corações e mentes dos homens a poder realmente transformar a história, como quando um átomo é atingido por uma pequena partícula, uma força a que toda a natureza se vergou, se verga ainda e até aos fins dos tempos.
Para nós que associamos os Reis Magos com os fim das celebrações da época do Natal, cabe, de uma forma coerente, analizar a forma em como esses "Magos", ou os sacerdotes de Marduk, esperaram por esse acontecimento, na maneira em como viveram as suas convicções, se entregaram a elas de alma e coração, corpo e mente. É que durante quase uma década, de observações tão minuciosas e perfeitas como aquelas dos dias de hoje, sem telescópios e aparelhagem da idade espacial, esses magos consegiram determinar o movimento dos planetas e suas órbitas ao ponto de acusarem uma conjunção de Jupiter e Saturno sete anos antes desse evento. Da mesma forma, com o mesmo zêlo de qualquer cientista, qualquer exploradôr em qualquer época, entregaram-se à difícil jornada até Israel numa expedição de fé---na crença de virem a encontrar de facto, a incarnação de Jupiter, na pessoa de um pequeno rei, que iria a vir a ser o rei dos reis. Para isso atravessaram desertos, expuseram-se a enormes perigos, entre eles a ameaça de confrontos tanto com Romanos como o inimigos desses, para na sua busca, a seguir, aceitarem a presença de um recém-nascido que em Belém, sobre palhas e não ouro, rodeado de um burro e de uma vaca e não de generais e gente da côrte, resumia em si a pessoa que os próprios céus anunciavam.
Para mim por isso, pertencem os Magos a esta estação do Advento e não da Epifania. Tomassem os Cristãos dos nossos dias conseguirem igual profundez de espírito, igual inteligência e perspicácia para numa forma inteligente, dedicada e erudita, procurarem à roda de si os sinais da vinda ou presença do seu Deus. É que esses magos não eram as figuras bizarras de tempos ingénuos, antes foram indivíduos que os próprios astrónomos desta era de telescópios Hubble, viagens de "Shuttle" e de poderosos satélites aprendam a admirar e a respeitar, isso pela forma em como registaram um fenómeno astronómico com uma exactidão hoje apoiada em computadores e técnica espacial. Quem possuía tais abilidades de nenhuma maneira poder-se-há considerar de ingénuos. Eles, com a sua ciência, esmero e profunda convicção viveram a fundo o advento no movimento da "Estrela de Belém", ---o planeta Jupiter em conjunção com o planeta Saturno.
Silvério Gabriel de Melo - Vogelbach, Alemanha
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