Por pior que fosse a INTERNET dela consegui obter muitas coisas boas, e tento retribuir dando de mim "o que me parece o melhor".... Pelo menos venho obtendo contatos de internautas que me fazem entender que acreditam na fé que deposito nos meus artigos. Um desses internautas, e amigo, é o Carlos Silva.
O jovem Professor Carlos Silva, de Caldas da Rainha, é um ser humano que dignifica o solo e a hospitalidade lusa. Senti-me feliz em vê-lo publicado em Portugal em Linha. Entendi toda a intenção construtivista do seu texto, mas compreendo (e você compreenderá tambem) o quanto é difícil falarmos de afeto. Alguns tópicos me pareceram confusos na sua observação em relação às coisas que escrevi.
Como tenho um respeito especial ao amigo gostaria de esclarecê-lo, e aos leitores em geral, sobre conceitos que não soube me fazer claro. Assumo minha incapacidade.
A NATUREZA Não penso (e não me sinto capaz) que o retorno à Natureza seja uma solução. Acredito que possamos, na razão direta que aprendemos a nos respeitar, comungar com a mesma, pois nada mais somos do que parte integrante de um Conjunto Universal. Reaprender, compreender, conviver, comungar, respeitar, seriam os primeiros passos para uma mobilização em torno da preservação. Retornar, para mim seria ideal, mas é algo além de qualquer previsão !!!
INDIVIDUALISMO SER INDIVÍDUO É DIFERENTE DE SER INDIVIDUALISTA.
Segundo o Novo Dicionário do Aurélio, INDIVÍDUO: "3. A pessoa humana, considerada quanto às suas características particulares, físicas e psíquicas;"
Não advogo sermos sós e, ou, egocêntrico. Preconizo a importância de termos idéias próprias, de não compactuarmos com grupos ou ideologias que nada acrescentam à formação ou desenvolvimento (Democracia) de uma Consciência Crítica.
"IMAGINAR COMO O OUTRO SE SENTE..." (Final do 2º parágrafo) É um pensamento do amigo Carlos Silva, não meu. Não posso e não tenho ferramentas (até mesmo utilizando a hedionda tortura) para imaginar o que o outro pensa. Nem mesmo os pensamentos de meus filhos posso inferir. Afeto, sentimento é diferente da expressão verbal. Poderemos falar daquilo que nos desagrada, que nos violenta. Jamais imaginar o que o outro pensa. Falei algo sobre isto no último artigo NADA ESPERAR.
Se não crio espectativas sobre o outro, não me decepciono.
De resto comungo com o Carlos Silva. Um jovem que planta flores...e que joga pérolas...até mesmo entre os porcos.