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Segurança Social ou "Big Bug" imigracional ?

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O novo ano começou com um aviso da O.N.U. para os países da Europa. Ou deixam entrar 150 milhões de imigrantes a curto prazo, ou então a população ficará reduzida a metade nos próximos vinte anos. Portanto, nada de políticas proteccionistas ; nada de fazer da Europa uma fortaleza cercada de altos muros intransponíveis para esses negros africanos... Quer isto dizer, que neste cenário, quando eu for septuagenário não haverá em Portugal senão cinco milhões de pessoas e dessas apenas metade activas.
Ora, então, não haverá dinheiro para reformas e eu terei que vegetar em qualquer asilo decrépito. Não acredito em nada disto ! Quer os poderes políticos queiram ou não, os povos por nós europeus colonizados, vão vingar-se neste novo século e vão literalmente invadir a Europa. As razões serão muitas, mas, fundamentalmente, a nossa necessidade de arranjar por cada reformado quatro pessoas na vida activa e a miragem deles da sociedade de consumo. É esta problemática, aliás, que vai ser discutida a partir de hoje na Assembleia da República e espera-se que a nova lei da segurança social receba o mais amplo consenso possível, para se tornar exequível, justa e duradoira. Uma coisa parece certa : o século XXI será o século das misturas de raças e de religiões onde não mais se falará de racismo nem de fundamentalismo religioso, tão somente, porque já ninguém é branco, preto ou amarelo, nem tão pouco cristão, muçulmano ou judeu de forma convicta e estrita. Talvez a Europa venha a ser esse tubo de ensaio, esse cadinho onde tudo vai nascer para dar depois testemunho aos outros continentes. Acredito - como diz o povo - que Deus escreve direito muitas vezes por linhas, à primeira vista, tortas e incompreensíveis. As transformações profundas são lentas e imperceptíveis e o caminho da história é muitas vezes subterrâneo mas sempre caudaloso e com sentido profundo. Atrás do visível dessas transformações sociais, há outras mãos a trabalhar, mas que ninguém vê nem reconhece como hipótese. Essas mãos são a vontade de, cada um individualmente e todos no plural, querermos regressar ao seio do Pai, ao convívio com a nossa parte divina. Os cientistas chegaram a falar no Big Crash ou seja, na grande contracção cósmica após a grande expansão ou Big Bug. Seja como for, algo em nós e na humanidade vai ter que se contrair para avançar... Tal como a população europeia, afinal, que necessitou de se contrair nos seus privilégios para agora ter de se expandir numa nova consciência social de que todos somos irmãos e iguais e que por isso, nos devemos espalhar pelos quatro continentes do planeta, repartindo os seus recursos naturais.

José Dias Egipto
escreve nesta coluna todas as semanas.
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