Todos os pa铆ses da lusofonia

Galeria Lus贸fona

Arte Lus贸fona
Literatura Lus贸fona
Sabores Lus贸fonos
Advertisement

Blogs Recomendados

Alto Hama
Pululu
Malambas

Legado Portugu锚s

Portugal no Mundo
Brasil 500 anos

Empresas Destaque

Horas Lus贸fonas

Estado laico e visita do Papa

PDF Imprimir e-mail

Anteriores

Farpa
da
Semana

Enviar artigo Estado laico e visita do Papa


Muito se tem falado esta semana sobre a presença do Presidente da República nas cerimónias de beatificação dos pastorinhos de Fátima. Os mais extremistas de esquerda insurgem-se contra tal facto, argumentando que se o estado português é laico e o presidente é agnóstico, então o supremo representante da nação não devia estar presente. Chegam mesmo a acusá-lo de hipocrisia e oportunismo político e ameaçam negar-lhe o voto nas próximas eleições.
Vários comentadores políticos, alguns que muito preso pelas suas lúcidas análises, juntam-se por outras ou pelas mesmas razões, a estas vozes. Os partidos e comentadores mais próximos da Igreja Católica acham que é um dever do presidente ir às ditas celebrações, dado o povo português ser maioritariamente católico. O contrário seria uma ofensa à religiosidade popular. Eu acho que há uma grande confusão sobre o significado preciso do que se entende por um estado laico e daí todos estes conselhos e comentários algo descabidos. Um estado laico é por definição aquele que não é confessional, entendendo-se por isto a separação total do poder civil com o poder de qualquer hierarquia religiosa. Como sabemos, por exemplo, nos países islâmicos estes poderes confundem-se geralmente. Podia acontecer que o Presidente da República fosse católico e aí a questão punha-se de igual maneira. Ou seja, até que ponto as suas convicções pessoais se deviam sobrepor às suas funções de cume da pirâmide do estado português ? Mas, acontece que o nosso presidente não é crente de nenhuma religião. Penso eu, que apesar disso, devia estar como esteve nas cerimónias. E porquê ? Da mesma forma que está em muitas outras cerimónias sociais, culturais e desportivas de relevância nacional. Ele ali simboliza todos os cidadãos de um país e nessa qualidade é observador e testemunha em nome de todos. Excluir o Presidente de Fátima só porque é agnóstico e o estado laico, significaria amanhã excluí-lo de qualquer outra cerimónia religiosa de outra qualquer religião ou de outro acontecimento de relevância nacional mesmo que só representativa para uma parte dos seus concidadãos. O Presidente é de todos e por isso quando convidado, deve aparecer sem complexos aos eventos que as partes desse todo realizarem. No fundo o que eu penso é que atrás destas críticas ao Presidente escondem-se críticas à Igreja Católica, que são legítimas como tal, mas que nada têm a ver com o assunto. Não é a presença do Presidente que vai alterar em nada a postura de qualquer Igreja naquilo em que nós possamos discordar. Cabe aos membros dessa Igreja modificá-lo e a mais ninguém. O Presidente teve, quanto a mim, um gesto de grande isenção e disponibilidade ao aceitar este convite. Doutra forma sim, estaria a segregar portugueses e a privilegiar aqueles que dizendo-se não crentes, às vezes são mais dogmáticos e fundamentalistas nas suas posições do que aqueles que censuram.

José Dias Egipto
escreve nesta coluna todas as semanas.
Acrescentar como Favorito (304) | Refira este artigo no seu site | Visualiza珲es: 3456

Seja o primeiro a comentar este artigo
Coemnt醨ios RSS

S utilizadores registados podem escrever coment醨ios.
Por favor fa鏰 o login ou registe-se.

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Advertisement

Comunicados

Ant贸nio Marinho e Pinto - Mudar Portugal

Ler mais...

Broa de Avintes - n茫o tem asas nem sabe voar

Ler mais...
 
| cheap car hire portugal