O estado do "respeito pela nação"... |
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Discutiu-se esta semana em Portugal o "estado da nação" na Assembleia da Republica. É um assunto importante que devia merecer de todos nós a maior atenção. Afinal quando vamos ao médico saber as causas dos nossos males também gostamos de lá sair com um diagnóstico correcto com uma terapêutica eficaz e almejar um bom prognóstico. Trata-se da nossa saúde e da nossa qualidade de vida futura... No corpo da nação, que inquestionavelmente somos, há também muitas maleitas - umas mais graves do que outras - que deviam merecer dos médicos/deputados a maior atenção e o maior rigor diagnóstico. Mas não, tudo se passa como se de uma farsa bem encenada se tratasse para cumprir calendário e tranquilizar as consciências democráticas. O povo, fundamento da nação, já não acredita nos seus "médicos" da Assembleia e olha pelo canto do olho as imagens das tricas retóricas nesse debate e procura outras receitas em expedientes de momento. Que doente está de facto a nossa democracia e o nosso sistema representativo ! E a nação está doente de muitos males que se vão acumulando sem medidas concretas para os debelar. Há reformas de fundo que se vão protelando, ano após ano, que necessitam de um amplo consenso na sociedade portuguesa mas nada se faz nesse sentido. Prefere-se passar os meses com pequenas medidas fracturantes em termos sociais que deixam cicatrizes que podem impedir mais tarde os tais consensos nas grandes questões. Reconheço que também é preciso às vezes para o próprio progresso da humanidade algumas medidas arrojadas mas essas no momento não são as mais prementes em Portugal. Enquanto não houver um sistema fiscal justo, uma saúde para todos, um ensino de qualidade, uma segurança social digna, não vale a pena pensarmos em mais nada. A tarefa é gigantesca e só a nação mobilizada e não adormecida as pode levar à prática. Discutir o "estado da nação" como foi feito esta semana na Assembleia da Republica é um embuste perverso e fere de morte os alicerces da democracia. Haja bom senso, Senhores, e um mínimo de respeito pela nação !... José Dias Egipto escreve nesta coluna todas as semanas. Acrescentar como Favorito (293) | Refira este artigo no seu site | Visualizaes: 3017
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