Polvos a abater... |
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Foi aprovada esta semana na Assembleia da República a despenalização do consumo de drogas leves. Ou seja, já ninguém vai parar à cadeia por consumir haxixe ou ervas similares. Os toxicodependentes passaram de criminosos a doentes e como tal a serem encarados pela sociedade. Centra-se assim a atenção na prevenção e tratamento da doença e não na mera repressão policial. Eu, se fosse deputado, teria votado favoravelmente embora tenha muitas reservas em relação aos benefícios práticos de tal medida. Digo isto porque na vigência da lei anterior raramente alguém era julgado e condenado à prisão por ser simples consumidor de droga. O consumidor passava muitas vezes a passador ou pequeno traficante e assim era condenado à prisão. O meu receio é que o fenómeno continue e que esta despenalização do consumo não tenha efeitos práticos. Para que tal não aconteça é preciso que os Serviços de Saúde sejam capazes de, eles mesmos, venderem a droga aos consumidores a preços baixos para que estes não continuem dependentes dos traficantes. Ora os Serviços de Saúde do ambulatório funcionam já tão mal que mais este encargo vai tornar ainda mais caótico o atendimento. Não vejo pois a curto prazo exequibilidade nesta medida. Oxalá me engane e possa ser mantida a separação entre a população cada vez mais numerosa dos consumidores habituais e a rede monstruosa e tentacular dos traficantes que os persegue por todo o lado e os quer tornar, mais dia menos dia, cúmplices do seu crime. O futuro o dirá... José Dias Egipto escreve nesta coluna todas as semanas. Acrescentar como Favorito (319) | Refira este artigo no seu site | Visualiza珲es: 3237
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