Todos os países da lusofonia

Galeria Lusófona

Arte Lusófona
Literatura Lusófona
Sabores Lusófonos
Advertisement

Blogs Recomendados

Alto Hama
Pululu
Malambas

Legado Português

Portugal no Mundo
Brasil 500 anos

Empresas Destaque

Horas Lusófonas

Até o sol era alemão...

PDF Imprimir e-mail
Passei uns dias de férias numa ilha mediterrânica. Uma aqui mesmo ao nosso lado - Maiorca de seu nome. Entre as várias opções que sempre nos surgem nesta época do ano para as férias, o Algarve é sempre uma das primeiras. Nós que vivemos no norte um Inverno extremamente chuvoso e rigoroso, que tínhamos entrado no Verão com mais chuvas e neblinas, precisávamos urgentemente de uns dias a sério de praia e de calor. Mas o preço de Maiorca era mais do que convidativo e não era preciso atravessar de automóvel o país em pleno Agosto, correndo os riscos de filas intermináveis ou de encontrar pela frente algum incompetente ao volante que nos pudesse estragar as ferias de vez.
Acabamos mesmo por ir. Já sabia que o hotel era magnífico, embora de quatro estrelas, com um serviço impecável e uma organização exemplar. Sabia também que mais de 90% dos ocupantes eram alemães muitos deles da classe media baixa. Já lá tinha estado e sabia que os hotéis ( como de resto a ilha toda... ) estavam sujeitos aos seus hábitos e gostos, desde os horários rígidos e precoces das refeições até à animação que era feita sempre em formato germânico. Mas o que eu procurava era o clima seguro, a praia limpa, o sossego e o calor das águas. Não me posso queixar. A praia era limpa metodicamente todas as manhãs e, embora cheia de gente, não era ruidosa; o mar era sempre uma delícia com os seus 25 graus de temperatura! Nos passeios que ladeiam a imensa baía podia-se passear a pé ou de bicicleta familiar, a toda a hora, sem o receio do trânsito automóvel ( tão peculiar nas marginais das nossas praias... ) porque simplesmente não o há. Ali quem quiser ir à praia vai a pé, porque de facto tudo foi pensado e concebido para o desfrute do Verão sem os perigos e os incómodos citadinos. Como o regime normal das estadias é em meia pensão, com lautos pequenos almoços e jantares, o tempo acaba por se escoar lentamente sem o "stress" das tarefas das compras nos supermercados ou das despesas exageradas nos restaurantes e bares. As ruas, os parques, os jardins eram cuidados diariamente com a preocupação notória de tudo estar sempre limpo e no seu lugar. Ali, de facto, faz-se, há muito, turismo a sério e de qualidade ! Tudo é tão diferente do nosso modo de conceber as praias e o turismo de Verão que nos sentimos até embaraçados. No Algarve pelo mesmo preço não encontraria nada de semelhante e estaria sujeito às variações climatéricas frequentes, às águas frias do mar, à confusão generalizada e à má educação de quem me servisse. Em Maiorca fiquei a saber que um português da classe média e média alta com cultura media se equivale em poder de compra a um alemão da classe baixa e média baixa, inculto e com aspecto boçal, o que, convenhamos, não é muito agradável para os nossos padrões de convivência. Mas até isso somos capazes de esquecer e sublimar perante um sol tão pontual e rigoroso que nos faz suspeitar que até ele já foi comprado há muito e passou a ser "naturalmente" alemão !...

José Dias Egipto
escreve nesta coluna todas as semanas.

Acrescentar como Favorito (303) | Refira este artigo no seu site | Visualizaes: 3284

Seja o primeiro a comentar este artigo
Coemntrios RSS

S utilizadores registados podem escrever comentrios.
Por favor faa o login ou registe-se.

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Advertisement

Comunicados

António Marinho e Pinto - Mudar Portugal

Ler mais...

Broa de Avintes - não tem asas nem sabe voar

Ler mais...
 
| cheap car hire portugal