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José Narciso

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Nasceu na Trafaria, em 1957.
Subsidiado pela Fundação Gulbenkian, em 1987.
Sócio-fundador da Galeria Escada, Lisboa, 1986-87.
Integrou a Associação Imargem, 1990-94.
Curso de Estética na Arte Contemporânea - Sociedade Nacional de Belas Artes.
1º Prémio da Exposição evocativa do 1º de Maio, Lisboa, 1986.
Expõe regularmente desde 1981.

Algumas Exposições Individuais
1987
"Lazer d'umas e doutras Cores... em Tempo de Dores", Galeria Paulino Ferreira - Lisboa
1990
"Máscaras de Espontaneidade", Galeria João Hogan com apoio da Fundação Gulbenkian.
1993
"Descoberta aos Olhos da Alma", Galeria Municipal Gymnásio - Lisboa
1994
"Olharmo-nos" com o pintor Francisco Nogueira, Galeria Óptica, Conde Redondo - Lisboa
1997
"Hão-de Achar História", Galeria de Exposições d'Amora, Biblioteca Municipal do Seixal - Pólo de Amora, Seixal.

Últimas Exposições Colectivas 1996/97
1996
Oficina da Cultura, Almada
Galeria Maria Pia, Lisboa
Centro Cultural de Lagos (Gymnásio)
1996/97
Exposição "Encontro de Artistas Portugueses Contemporâneos no Oriente"
Museu Municipal de Sakai e Museu Shoto de Tóquio, Japão
Galeria de Sejong Cultural Center, Seul
Galeria do Fórum de Macau - Projecto da Galeria Municipal Gymnásio, C.M. Lisboa
1997
I Bienal do Alentejo (org. Casa do Alentejo, Lisboa)

Participação em paineis comemorativos:
Abril em Portugal - C.M. Loures - 1991; Festa do Avante - Seixal (1995); Feira do Livro - Lisboa (1996).

Representações:
Câmara Municipal de Almada, Câmara Municipal de Lisboa, Museu Municipal do Sabugal, diversas coleções particulares em Portugal e no estrangeiro.

Algumas peças da obra de José Narciso
 
 
 
 As máscaras coloridas e cheias de força que José Narciso apresenta nas suas obras são um convite do artista para mergulharmos com prazer e fascínio na tentativa de descobrir, para além das aparências, a verdadeira essência das coisas. O Artista utiliza com destreza o poder criativo que a Arte lhe confere e retira as próprias máscaras ao real, que capta através dos olhos da alma, de forma viva e actuante. Posiciona-se assim decididamente no campo da coragem criativa e ousa aprofundar a densidade e a força do labirinto dinâmico dos sentimentos e das emoções.
Luís Ferreira


Ao Azul do mar
Que não ao mar
Lancei as palavras dos poetas
Ao azul do céu
Mas não ao céu
Elevei a mensagem dos poetas
No azul do tempo
Imaginado pelos poetas
Molhei o pincel das minhas tintas
E lavrei na tela
A terra semeada do meu corpo
Heterónimo da solidão
Recusada
Mas sorvida em silêncio
No segredo da paixão

E o azul fez-se espelho de alma
Sexo procriador de vidas
Que fui multiplicando
Na miscelândia de cores e formas
Que busco e desfaço
E me penetram
Como espuma de uma mar azul
Como estrelas de um céu azul
Num tempo-sonho
Que os poetas beijam
Tornando-o realidade

Alexandre Castanheira

 
 
 
 
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