"Estreita Estrada" |
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Pedi a Deus para que me ditasse um poema Ele assim o fez enquanto eu meditava Como uma mãe que com a sua mão dirige a pena Fez-me escrever o que no coração já escrito estava. Deu-me a rima e o engenho, até me deu seu tema Inspirou-me qual a mansa luz da madrugada Deixou-me ver em tudo e em nada um esquema Qual passarinho cantar feliz nesta língua amada. P'la mão de Deus, p'la sua mão de fada Atrevo-me assim escrever poemas qual fados Oleiro lhes dar forma e vida,toda a minha alma. Um dia quando a vida tiver em mim sua obra acabada Quero seguir o caminho destes seus traços Seguir no encanto deles a estreita estrada.
Silvério Gabriel de Melo - Vogelbach, Alemanha
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