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"D. Sebastião-Emigrante Devaneio Sobre a Bandeira e a Nação"

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Bandeira verde, encarnada,
Escudo amarelo ao meio -
Esperança que trespassada
O mundo escondeu no peito

Orgulho de homens de guerra,
De vitórias e conquistas,
De castelos, dessa terra,
Por quem deram suas vidas

Se fosse bandeira branca
Com cruz azul como era
Tão mais cor da Pátria mansa
De Sol e paz, seria ela

Tão mais da cor da história
De aldeias alvas, vazias,
Do trigo loiro, memória
D’esperanças, de fé -perdidas

Terra de grei embarcada
-- El-rei D.Sebastião,
Quem fica não tem lembrada
As lutas dessa nação

Nossas vidas assim demos,
Caravelas à deriva.
Pelo mundo fora temos
Cinco quinas, nossa signa!

Contra os canhões não marchamos,
Menos valentes não somos
Deixando a terra lhe damos
Nova terra, novos sonhos

Bandeira cor numismal
Quem te quisera de origem
Com as cores de Portugal,
mar, céu, co’ a cruz branca, virgem

Nação minha emigrada,
Nação minha repartida,
Nova Israel embarcada
Alma minha dividida.

Silvério Gabriel de Melo. Idar-Oberstein 1987-1989

 
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