"Momento Fluídico" |
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Já não há fadas, nem naiades Por ribeiras da minha terra Lá só vivem sim as saudades De outros tempos, outra era Meios dias e meias tardes Canta a água tagarela Passa, vem de que lugares? --Fresca do alto da serra Se reflecte o mundo nela A água que passa, se leva Sem cessar, feita em espelho Vai descendo, deslizando Eternamente passando Causa e efeito de si mesmo
Silvério Gabriel de Melo. Vogelbach, Alemanha
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