"O Pinheiro Manso - (Pinus-Pinea) Lin." |
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Já vai longe a madrugada Do meu querer amortecido Anda nesta cavalgada O meu ser entontecido Não encontro nestes versos Sentido nem direcção Meus olhos andam dispersos Noutros focos de atenção Não devo sonhar alto Como se estivesse já morto Meu corpo físico anda falto De descanco e de conforto Deitado a sombra do sobreiro Durmo na força do calor Sonho com um Manso Pinheiro Sereno de magéstico valor No meio da copa redondinha Deste Pinheiro acolhedor Um casal de rolas s'aninha Num momento libertador Acordo com os guizos das cabras Que vão p'la 'strada acima Parecem umas sombras macabras Com o luar que se aproxima Vou continuando a jornada P'la estrada da vida fora Meu destino é uma morada Onde a poesia ainda mora Sinto o cheiro da maresia Olho para o mar e não me canso Neste lugar acontece Poesia Junto daquele Pinheiro Manso Oh! Meu Pinheiro junto ao mar Onde as rolas fazem o ninho É no poente que eu vou encontrar A felicidade pelo caminho.
De Afonso Almondino da Silva in "DIASPORA" Em Toronto a 20 de Janeiro de 1989. Email:
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