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"FADINHO DA TERRA"

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Ouvi a cigarra cantar,
imaginei que dizia;
Cantava feliz por amar
tudo que a vida trazia.

Do passado não pensava,
nem de inverno por viver;
Só do presente cantava
Por só o presente querer.

Sabia que nunca temos
nenhum futuro na vida,
e que quando nos morremos
é esperança perdida.

Sem na formiga pensar -
cigarra acompanhei;
Passo a vida a cantar
sendo sempre o que serei.

Canto para me divertir
de tudo que me interessa
Canto para não me sentir
passando a vida com pressa.

Disfrutando do que tenha,
futuro deixo ficar
até que me tocar senha
p'ró futuro enfrentar...

E quando a mão querida
minha boca tapará,
cantarei lá noutra vida
ond' o futuro estará.

Caracas, Venezuela
25 de Julho de 1982

 
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