"Sonhos" |
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Exilada em meus muros de pedras tamanhas sonho com margens de cálidos mares onde me receberiam terras estranhas onde me aqueceriam sóis invulgares Fechada em meu templo, deusa que chora sonho com zéfiros, pálidos cantares onde acordaria com a frágil aurora onde repousaria em ternos luares Escrava liberta dos estéreis futuros reinando na minha lânguida vegetação sonharia às vezes com os áridos muros do meu templo de pedra, da antiga prisão. Alain Scherer Brasil |
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