"Cristo" |
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Depuseram aquele homem num madeiro Naquela triste manhã de Primavera O pregaram entre seu gemer ligeiro Mais a algazarra de gente irrequieta. O ergueram ali na altura, ali ao meio Abraçado pela aragem, alma liberta Fala com o pai, sente-o no peito Na agonia da cruz, a alma lhe entrega Que homem é este com sonhos de criança, Este rei dos Judeus que ali exala Coroado de espinhos, frágil, exangue? Rei é de um reino novo, nova esperança Que pulsa tal andorinha no lado em chaga, Reino que faz com o seu corpo e com seu sangue.
Silvério Gabriel de Melo - Vogelbach, Alemanha.
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