"Paixão" |
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O Cristo, quantos choram a tua morte Se condoiem com o teu sangue derramado Não compreendem, não, teu amor tão nobre Que foste para isso mesmo destinado Tu que és filho de Deus, p’ra nosso molde Te entregaste a essa cruz, cruxificado Não morrias ali como qualquer outro morre Eras já espirito quase, Deus transformado No jardim das Oliveiras já em agonia Em tua perfeição, sangue suavas Ali já eras Deus, onde o homem acabava A cruz foi a apoteose da profecia Onde amarrado e pregado te entregavas Á humanidade toda, com toda a alma
Silvério Gabriel de Melo - Vogelbach, Alemanha.
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