"Aquele Caminho" |
|
|
|
|
Aquele atalho que leva ao bosque Dois trilhos tem de terra calçada A erva cresce pelo meio à sorte Beija-o a luz do sol de madrugada Uma fila de postos ligados por arame Fazem uma cerca que o divide do pasto Não há ninguém que ao ali passar não ame Poder parar ou prolongar o seu passo Aquele caminho cheio de vida e liberdade Onde um passarinho veio pousar chilreando Não sei porquê, me fez pensar de verdade Não sei porquê me fez parar pensando Por ali passaram em algum tempo os cruzados Muito soldados sangrando e gemendo Passando eu-- junto a eles os meus passos Sou mero momento debaixo de um céu cinzento Um breve instante, como gorgeiar de passáro Uma mera sombra que pousando logo voa A vida é uma miragem, um ilusão do espaço Ai doi a alma, saber que tudo é pó-- magoa Só este caminho entre caminhos esquecido Parece a única coisa eternamente existindo Parado fico para desvendar o sentido Daquele atalho por onde passo sózinho
Silvério Gabriel de Melo - Vogelbach, Alemanha.
email: Este endereo de e-mail est protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript ter de estar activado para que possa visualizar o endereo de e-mail |
| < Artigo anterior | Artigo seguinte > |
|---|





