"A Casa do Lago" |
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Há uma casa num lugar acastelado Num ermo deserto e rodeado de pinheiros Onde morrem as arribas e se inclinam os outeiros Sobre um lago sombrio prateado É lá que moram os meus sonhos barcos antigos abandonados... Com o lago vão sendo assoreados em sucessivas camadas de milénios Os afoitos pescadores que deambulam Por entre tais sombras quixotescas Devolvem o limo à fresca terra Como o lago escurecido a cor das nuvens Assim devolvo ao lago os meus olhos Que se espraiam num horizonte enevoado Ouvindo os cantos de sereias de outrora Do tempo dos palácios que sonhara Há segredos ondulantes na maré Há brisas que desfraldam velas gastas O Sol arrasta as caravelas Para um novo milénio de Saudades Nos tempos das Novas Descobertas As caravelas são pensamentos à conquista Da inspiração e da sua fantasia Da fé e daquilo em que a alma Acredita A baía da casa dos meus sonhos É encruzilhada de partida e de regresso Num lago de cor plúmbea e agreste Velas brancas vão rendilhando as ondas Assim partem de novo as Esperanças Assim regressa o Sol ao Coração Deixo no lago estas lembranças
Que serão limo dos futuros que virão...
Carlos Silva - Caldas da Rainha email: Este endereo de e-mail est protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript ter de estar activado para que possa visualizar o endereo de e-mail |
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