"Lisboa" |
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Guardo Lisboa na palma da mão Basta abri-la para dela me lembrar Lisboa é energia e mansidão Que ao menos eu pudesse descrever... O bulício das ruas e avenidas O fervilhar dos quiosques e cafés A doçura das tardes lânguidas... Que serenam esta alma de ansiedades Um poema a desenhar toda a cidade Solfejo que desvia as andorinhas O eco do encanto de um piano... No recanto das pupilas dos teus olhos Crianças que pululam em calçadas Descalças,caladas ou cantantes... Berlindes que rolam insistentes Por labirintos em festividades Lisboa...Grande sede de Amar... em tardes quentes amorosas Canto o gozo da frescura à sombra das tuas árvores Mas é ao Crepúsculo da Noite Que o casario me fascina cada luz é um Sonho Uma estrela em cada janela Teus olhos se abrem lestos Ao clarão-adeus do dia Nas janelas que rebrilham... Acende-se a fantasia Trazes as faces rosadas da correria e suor... Teus olhos me beliscam... Que se vai cantar o Fado! Lisboa que bebeu a dor do Tejo Em milénios de saudade... Quantas partidas sem regresso... E conquistas sem idade... Lisboa...acolhedora e prazenteira Te abres em leques de Sonho em castelos e miradouros A quem te ama de verdade Lisboa...minha amada és também acordeão Nas mãos de um vagabundo No pico da inspiração... Lisboa por inventar... Sadio rosto lusitano... misturas sangue nas ondas Quando o Mar te vem lavar... Carlos Silva - Caldas da Rainha, 20 de Maio 98 email: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail |
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