"Caiapós" |
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Esta poesia foi feita da floresta Admirada por estrelas e pelo luar Escrita em língua de origem Caiapó É um idioma que é nosso É a fala primitiva do Brasil Canto do povo chamado Caiapó Canto que se apagou com o canto europeu A floresta então se escureceu A poesia tornou-se lágrimas Lágrimas que inundaram rios Sonhos que se tornaram choro Tabas, ocas e índios morreram Não a carne e sim por dentro Escravizados se tornaram Estranhos da própria terra Desconhecidos de si mesmos Acreditavam na terra que é deles Ainda são filhos da floresta Ainda vivem da poesia do mato Poemas que nascem dos rios De um povo que brotou das folhas Que dançam aos deuses em oração Tentando fugir de todo o vazio Que derrama sangue todo o dia Sangue da canção e da poesia Poesia na língua dos Caiapós Palavras vindas da alma Tapajós Estrofes com sabor de guaraná Esse poema que eu escrevo São palavras de vida e morte Quero usar este pleonasmo "Escrito com minhas próprias mãos" Pleonasmo que chama a atenção Atenção para essas mãos Mãos que nasceram no Brasil Filhas da mesma terra Espero que essa poesia não se evapore Que essas palavras permaneçam aqui Que essas palavras mantenham vivas O canto dos povos do Amazonas Que nasceram das tabas, ocas e rios São conhecidos como índios Filhos legítimos de Guarací Também legítimos filhos de Jací É povo Tupi-Guarani Povo que surgiu da floresta Gente do Amazonas Povo do rio Tapajós Gente da tribo Caiapó. Edmar Bernardes DaSilva - San Francisco, California - E.U.A. Do seu livro "SENTIMENTOS E PAIXÕES" (Feelings and Passions), 1998 email: Este endereo de e-mail est protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript ter de estar activado para que possa visualizar o endereo de e-mail |
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