"MAIÊUTICA" |
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Desculpem-me, sou poeta. Nada mais que isto. Perdoem-me, se incomoda o canto Só almejo a liberdade de poder cantar. Não me torturem por continuar criança e viver vivendo. Já estou cheio de cicatrizes, mas perdão, mil vezes perdão se nelas sempre brotam flores. A mochila é pesada, mas sei carregá-la sem incômodo. A lógica não entende... Deixem-me prosseguir: Sou todo inofensividade. Nada quero. Nada deixo. Não me maltratem, por não saber responder. Por não saber revidar Se incomodo; se preciso partir, dêem-me a cicuta. É mais amena. Como último desejo, peço um epitáfio:
"Q U E S T I O N E M O S"
Amaury da Silva Rego - Rio de Janeiro, Brasil - 02/01/81 email: Este endereo de e-mail est protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript ter de estar activado para que possa visualizar o endereo de e-mail |
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