"OUTRA TENTATIVA" |
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Ninguém passa pela vida impunemente; Carregamos, sempre, nossas dores e devaneios. Vã tentativa de açambarcar tudo o que agrada. Mas a reta entorta, corta e rompe de repente A lineariedade da fantasia em seus permeios. Os castelos de areia...pela chuva destruídos. Céu dramático, nublado e, pouco antes, iluminado Transforma a rotina em postura desregrada A consumir carícias, ternuras e desejos instituídos. Tola esperança, intuída e combinada. Qualquer paixão cobra o ônus da loucura. Contamina o amor por nós criado. Modificando o espaço-sonho, na bissetriz Que transforma o nosso encontro uma ruptura Do que possuíamos...escapou, é procurado. Faliu, mais uma vez, a construção inconsciente Ao confundir a realidade com o vivido. Pensando ser em toda a vida um ser feliz Exibe ao mundo um projeto inconsequente. Não ousou transgredir, ateve-se apenas ao que lhe foi
permitido...
Amaury da Silva Rego, Rio de Janeiro, Brasil - 04/07/98 email: Este endere鏾 de e-mail est protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript ter de estar activado para que possa visualizar o endere鏾 de e-mail |
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