"Mourejar" |
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Vim dessabido, De desassossego munido, Para estas marginais Páginas virtuais. Interajo eletrizado, De zero e um batizado, Para aqui dizer : Tenho o meu querer. Que seja em html, Que este espaço me compele. Que já tô tardando, Que já dizer : enganando ! Não ! Não engano ... As vezes profano. Mas mentira boa Não é coisa à toa. Desabotoando palavras Dei por mim nesta lavra. Até que me atinei E inquietações sangrei. Versos e estrofes Clamando holofotes Pra da dureza falar. Pela vida salpicar O odor do jardim Que cultivamos sem fim Pra além dos muros Com faces de mouros. Não quero morigerar, Nem os mouros distratar. Foi rima forjada Nestas linhas cantadas. Até pensei em me alongar, E por aqui dicionarizar, Rimas a esmo cultivadas Por emoções aguadas. Mas este aguado Soa malfadado. Busca-se o ambíguo. Por linhas tortas o umbigo Parindo as dores, Partindo os amores, Cicatrizes das brigas A ceifar as espigas. O pão da terra. As migalhas da guerra. A vida em contenda Pelas comarcas e vendas. O homem mostra a tez Desdobra-se num entremez De conquistas e perdas Por bardos narradas. Semeando dotes e dons Alardeando seus sons Abocanhando territórios Invadindo promontórios. Acendendo e apagando O fogo manipulando. A roda rolando. As pedras lapidando. Sois homo sapiens Em constantes viagens. Sofisticando os bramidos Pelos genes aguerridos. Inquietamente senhor. Dos iguais, penhor. Das armadilhas, fingidor. Das vidas, caçador. Parece ir longe, Abstrato monge. Coa mó do pensamento A arguir todo momento: Jugo e jogo. Arbitra e roga. Canta e dança. Nas estrelas a fiança. Findo e fico. Os pés finco, Virtuais comparsas Desta interbalsa. Luiz Roberto Rosa Silva, Brasil email: Este endere鏾 de e-mail est protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript ter de estar activado para que possa visualizar o endere鏾 de e-mail |
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