"A RAZOÁVEL AVENTURA" |
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O tempo urge e ruge, Enquanto a primavera ensaia, Ainda na invernada, O amarelo vivo do ipê que surge. Meus pecados em dia estão, O que mais meus opositores dirão, Se a minha franquesa é estranha ? Corroendo, caoticamente, minhas entranhas Correndo, efusivamente, minhas manhas Coentros, efusões, ervas daninhas Condimentos, alimentos, pajelanças. Atormentam-me os costumes E o relativismo das possibilidades. Vejo as criaturas sem lume Quando os tenho humanamente, Um humanismo forjado, Hipocritamente lajeado. Criamos o criador E com olhos semi-abertos Propagamos a sua semelhança: nós. Já não mais órfãos, A catarse humana Pelo silêncio do universo se esparrama, Junto as estrelas - O catálogo das divindades. Se não sabemos Sem alma nos sentimos. Se temos Não basta possuirmos. Se descobrimos Não é suficiente destruirmos. Nos projetamos Tão distantes de nós mesmos, Porque queremos crer Que não somos somente isto. Porque nos julgamos E temos a estética e a ética, E a marmórea justiça. O tempo urge e ruge E eis que surge A tirania do estar vivo. Luiz Roberto Rosa Silva, Brasil email: Este endereo de e-mail est protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript ter de estar activado para que possa visualizar o endereo de e-mail |
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