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E se fossemos optimistas?

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Em pleno século XXI assiste-se, nestes dias, a mais uma guerra entre povos vizinhos do Médio Oriente, cujo fundamento reside no velho problema da ocupação de territórios, ampliado, neste caso, com o fundamentalismo religioso.

 

Numa guerra com estas características ninguém tem a razão total e seria melhor que os comentadores parassem de atiçar um dos lados e fizessem mais pedagogia e mediação de argumentos. Tenho esperança que a nova administração dos Estados Unidos da América (E.U.A.) saiba pôr fim à violência e encetar um processo de negociações sério e que seja, desta vez, para durar. Talvez a própria crise económica que atravessa o mundo – com a queda do liberalismo económico - propicie esse encontro de ideias, agora que todos têm que repensar o seu paradigma de desenvolvimento. A ganância pelo petróleo, por exemplo – que criou tantas guerras - pode estar em declínio uma vez que outras fontes de energia irão surgir para podermos vencer a crise e salvar o planeta; o unilateralismo político e económico, por outro lado, também parece ter os dias contados e poderá haver, no futuro, mais participação dos povos nas Nações Unidas para a resolução dos conflitos a nível mundial. Tudo isto poderá contribuir para que, dentro de poucos anos, Jerusalém possa ser uma cidade internacional onde os crentes de todos os credos possam viver em paz; a Palestina possa vir a ser um país como qualquer outro com um governo democrático e moderado; Israel possa viver em paz com os vizinhos confinada ao seu território sem mais pretensões expansionistas. Para que assim aconteça os E.U.A. terão que dialogar com o Irão e com os Talibãs moderados e a Rússia terá que se democratizar a sério. Resta-nos os países ditos emergentes, cujas economias vão sofrer, também muito, com a crise e que terão que enfrentar problemas sociais graves, daí decorrentes, que os levarão, inevitavelmente, a encetar um caminho mais aberto e democrático. Sejamos pois optimistas pois, caso contrário, correremos sérios riscos de destruição massiva e de um regresso a uma qualquer Idade das Trevas; mas desta dificilmente sairemos!

José Dias Egipto

07 Jan 2009

 


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