O velho móvel |
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Lá fora, o ar espesso, cinzento e severo trava-me o passo e segreda-me: hoje, não contes comigo, nem com o meu humor suave e cálido para embelezar os teus devaneios matinais. Olho o grande espaço, monótono e belo, E quase me tento a contrariá-lo Mas obedeço ao tempo e entro. No aconchego do ventre da casa. a chama perfumada de uma vela emocionada estremece enquanto sente, Dvorak na Canção que a minha mãe me ensinou Num recipiente de vidro grosso, marcado por tintas, um pincel pede companhia Tirei do sono longo e sombrio O velho móvel, no canto de um quarto escondido Cuidadosamente, limpo a pele carcumida e ressequida E quando levanto o olhar, apercebo-me, que o tempo arrependido, um pedaço do arco-iris, no vidro vazio, deposita E o pincel em harmonia desliza, e penetra nos poros sedentos do móvel A chama da vela empalidece quando repara, que as cores acrobatas, procuram os seus reflexos no lago colorido do tampo do velho movel rejuvenescido Diana de Moura Acrescentar como Favorito (624) | Refira este artigo no seu site | Visualizações: 6135
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