O trem do medo

O trem  do medo
jbcampos
 Hoje, levantei mais cedoPara falar do trem do medo.Não sei se faço mal ou bem...Não posso guardar segredo.Porém, a ninguém aponto o dedo.É um enredo de ameaço-ledo.Então, cumpro a missãoDe escrever com o coração.Mas sinto a ameaça também...Até parece desastre de trem,Que a mente da gente mente;Tal qual como ninguémFazendo total misturaComo alinhavo de costura,Entrelaçando o mal com o bem.E nessa entretela coloca-se na telaUma ossada divina e completa.Porém, nada tem de discretaComo se fora de um atleta.Dela se tira uma costelaFazendo-se dela a mazelaDa procriação do pecado-trem.Acho-me em elevado degredoEnlevado pelo pensamento-medoExaltado com o trem imaginado.Ele não vem de frente, vem de ladoDe vermelho-sangue pintado.E nesse enlevo de mente levada,Demente e quase paradaMal-educada à malcriada...Pensando no estrago desse pecado,Forçado à descarga de privada,Fico privado e desequilibrado.Pareço um trem descarrilado.Na minha visão aquilina,Com duas velhas meninas,E como velha inquilinaDe um lar já assombrado,Apesar de assobradado.Vê esse bicho vir de lado.Desguarnecida vê de cimaNuma encanecida cabeçaSem prever que nela desçaUm jato que vem do astro,E que disto ela padeça.É como o valor do amor.Não dá pra ser mensurado.Isto tudo não é engraçado?Quanta bobagem,Essa costela é a mãeQue tem a coragemDe se doar a gregos e alemães

E do planeta fazer a contagem...

 

Enquanto o trem passa; tropeçamos no pecado.


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