Do 25 de Abril de 1974 à lembrança da Lusofonia |
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Portugal, em 2024, celebrou os 50 anos da Revolução Portuguesa do 25 de Abril, a denominada “Revolução dos Cravos”, um marco histórico que transformou profundamente a sociedade portuguesa, pondo fim a quase 50 anos de ditadura e abrindo caminho para a democracia. Este movimento não apenas alterou o panorama político, mas também influenciou a cultura e a comunicação em Portugal e nas comunidades lusófonas. A Revolução trouxe uma nova liberdade de expressão, que incentivou a criação de plataformas de comunicação alternativas. É neste contexto que surgiram os sites "Notícias Lusófonas" e "Portugal em Linha", fundados por um “lunático tropicalíssimo lusitano” – honestamente, só pode, – António Ribeiro. Estes espaços digitais emergiram como importantes veículos de informação e reflexão, dedicando-se a cobrir temas relevantes para a comunidade lusófona, em geral, e para a comunidade africana lusófona, em particular, promovendo ao autores e leitores excelentes debates democráticos. António Ribeiro, ao criar estas plataformas, não apenas partilhou notícias, mas também abriu as portas a novos autores e vozes; eu fui um deles, que se mantém sempre agradecido e que, como recentemente fui recordado pelo António Ribeiro, mantenho, e cito, «proprietário (…) de um talhão neste Portugal virtual – no meu caso,– (…) o Lusofonia», a par de um Senhor Jornalista Angolano-português, um tal de… Orlando Castro, que detém, segundo o António Ribeiro, o «Mukanda Lusa». António Ribeiro, com esta “recordação” está a dizer-nos que tanto o “Notícias Lusófonas”, desde 1997, como o “Portugal em Linha”, desde creio os primórdios anos 2000, devendo estar a fazer 25 anos, precisam de continuar a dar e transmitir o que sempre souberam fazer: comunicar com os lusófonos, em todos os quadrantes geopolíticos onde se fala a língua de Camões, de Uanhenga Xitu (Angola), de Jorge Amado (Brasil), Germano de Almeida (Cabo Verde), de José Carlos Schwartz (Guiné-Bissau), de Craveirinha (Moçambique), de Alda Espírito Santo (STP) e de Fernando Sylvan (Timor-Leste). António Ribeiro incentivou e ofereceu, aos que à sua porta se apresentaram, um espaço onde pudessem – e vamos sempre poder – expressar as suas ideias e contribuir para a diversidade de opiniões. Assim, a Revolução do 25 de Abril não só mudou a política em Portugal, mas também semeou as bases para uma comunicação mais inclusiva e pluralista, refletida na vitalidade dos meios digitais contemporâneos. O “Notícias Lusófonas” e o “Portugal em Linha” são disto fortes exemplos. Pois se o 25 de Abril abriu portas à democracia portuguesa, António Ribeiro abriu portas à Lusofonia que, por muitos, estava esquecida. Saravá e ndapandwla António Ribeiro!
Eugénio Costa Almeida *Pós-Doutorado; Investigador do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL (CEI-IUL), Investigador-Sénior Associado do Centro de Estudos para o Desenvolvimento Económico e Social de África (CEDESA/Angola Research Network) e Investigador-Associado do CINAMIL ** ** Todos os textos por mim escritos só me responsabilizam a mim e não às entidades a que estou agregado Acrescentar como Favorito (64) | Refira este artigo no seu site | Visualizaes: 515
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